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	<title>Trapobana</title>
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	<description>Trapobana nom é que nom a haja, o que se passa é que é navegante, e hoje está cá e manhá acolá... Álvaro Cunqueiro "Si o vello Sinbad volvese ás illas"</description>
	<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 08:18:48 +0000</pubDate>
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		<title>Retorno</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 08:18:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Acotações</category>
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		<description><![CDATA[	Voltei (a Teruel, como quem di)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Voltei (a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pxcroOFWKts&#038;eurl=http://video.google.com/videosearch?sourceid=mozclient&#038;ie=utf-8&#038;oe=utf-8&#038;q=%22del+cielo+a+teruel%22">Teruel</a>, como quem di)</p>
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		<title>A Compostela dos sonhos</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 11:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Da propriedade dos lugares</category>
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		<description><![CDATA[	Há um par de dias sonhei ser um agente secreto. Por algum tipo de traiçom, perseguiam-me e tinha que cumprir umha última misom. Lembro lhe confesar a alguém o trabalho, (&#8221;jás ves, agente secreto, com estas pintas&#8221;) e caminhar polas ruas de Compostela Mais tarde, essa mesma noite, roubávamos umha locomotora enorme na Costa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Há um par de dias sonhei ser um agente secreto. Por algum tipo de traiçom, perseguiam-me e tinha que cumprir umha última misom. Lembro lhe confesar a alguém o trabalho, (&#8221;jás ves, agente secreto, com estas pintas&#8221;) e caminhar polas ruas de Compostela Mais tarde, essa mesma noite, roubávamos umha locomotora enorme na Costa do Cruzeiro de Gaio e punhamos rumbo Sevilha. Baixei para acompanhar um grupo de pelegrins de volta. </p>
	<p>Nos dous casos, aquela Compostela à que já lhe conheço várias ruas doutros sonhos, era umha cidade grande e revirada. A mesma na que tenho ido de estaçom de comboio a estaçom de comboio. Na que atravessei já algum descampado antes de chegar à Rosaleda, onde havia um centro comercial ali ao carom, e onde as ruas labirínticas multiplicavam-se à sombra do muro da Rua das Rodas. O sol bate mais de carom, lá dentro, e há umha sensaçom de que é possível perder-se, que há recantos escuros de mais e que nom se pode de certo saber que vai seguir tudo no sítio ao virar a esquina.<br />
Tem um aquel de mau acavado. Ervas, casas arruinadas, espaços sem cuidar, um alento algo mais selvagem e velho.</p>
	<p>Colho-lhe carinho a base de sonhar com ela, a essoutra cidade, segundo me vou atopando de volta nos mesmo espaços sonhados.
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A dor de outono</title>
		<link>http://trapobana.blogsome.com/2008/07/23/a-dor-de-outono/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 12:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Acotações</category>
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		<description><![CDATA[	Tenho o outono inteiro na dor da boneca. Estám na articulaçom inchada as folhas todas, as tardes frias, a chúvia a cair constante e arrefria o corpo tudo ai concentradas.
É essa sensaçom aguda da estaçom inteira a que se me refugiou, agochada do verao dentro do ponto do corpo, a rachar fronteiras de meses (icronoclasta).
E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Tenho o outono inteiro na dor da boneca. Estám na articulaçom inchada as folhas todas, as tardes frias, a chúvia a cair constante e arrefria o corpo tudo ai concentradas.<br />
É essa sensaçom aguda da estaçom inteira a que se me refugiou, agochada do verao dentro do ponto do corpo, a rachar fronteiras de meses (icronoclasta).<br />
E agora agardo a fim da dor<br />
a temer que finalmente eclosione coma um ovo e saia de mim o frio tudo no meio deste verao.
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Reconhecer a cidade</title>
		<link>http://trapobana.blogsome.com/2008/07/12/reconhecer-a-cidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 14:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Da propriedade dos lugares</category>
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		<description><![CDATA[	Sábado de manha anuvado de verao.
Saio à rua caminhando de vagar e é coma se nos reconhecéssemos doutra volta, Compostela e mais eu.
Coma a fazer essa caste de turismo que de quando em quando fago aqui mesmo, ando com as maos nos petos e pissando suave. Olho as pedras, sinto-lhe o pulso lene destas horas.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Sábado de manha anuvado de verao.<br />
Saio à rua caminhando de vagar e é coma se nos reconhecéssemos doutra volta, Compostela e mais eu.<br />
Coma a fazer essa caste de turismo que de quando em quando fago aqui mesmo, ando com as maos nos petos e pissando suave. Olho as pedras, sinto-lhe o pulso lene destas horas.<br />
O magnólio deita-me folhas enriba ao passar, a me achegar outono, mas bem sei que está é manhá anuvada de verao e que é esta a minha cidade.<br />
Polas esquinas há restos de vida. Um copo baleiro. Um cartom de tabaco. A luz de calma.<br />
Caminho de vagar, coma um pulso mais dos que vagam por Compostela.<br />
Os pés enterram-se até o nocelho no chao: Sei deste tempo, sei deste lugar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vidas breves</title>
		<link>http://trapobana.blogsome.com/2008/07/09/vidas-breves/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 09:58:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Mantras de teimosia</category>
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		<description><![CDATA[	&#8220;-I didn&#8217;t know you could stop being a God.
-You can stop being anything.&#8221;

Delirium and Dream conversating, in Brief Lives.
	Change. Change. Change. Change&#8230; Change.  Change.  Chaaange.  When
you say words a lot they don&#8217;t mean anything.  Or maybe they don&#8217;t
mean anything anyway, and we just think they do.&#8221;
	Delirium, in SANDMAN #41: Brief Lives:1

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8220;-I didn&#8217;t know you could stop being a God.<br />
-You can stop being anything.&#8221;<br />
<em><br />
Delirium and Dream conversating, in Brief Lives.</em></p>
	<p>Change. Change. Change. Change&#8230; Change.  Change.  Chaaange.  When<br />
you say words a lot they don&#8217;t mean anything.  Or maybe they don&#8217;t<br />
mean anything anyway, and we just think they do.&#8221;</p>
	<p><em>Delirium, in SANDMAN #41: Brief Lives:1</em>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Catarse!!</title>
		<link>http://trapobana.blogsome.com/2008/07/06/catarse-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 18:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Acotações</category>
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		<description><![CDATA[	 
	Até o esgotamento.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=REElUors1pQ"><img src='/images/tarasca.jpg' alt='' /> </a></p>
	<p>Até o esgotamento.
</p>
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		<title>Quebracostas</title>
		<link>http://trapobana.blogsome.com/2008/07/04/quebracostas/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 09:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Acotações</category>
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		<description><![CDATA[	
	Em Coimbra, em passando polo Arco da Almedina (embaixo umha tenda pequena a vender postais e livros velhos) há que encetar a rua Quebracostas e atopar alí de volta o céu, umha tenda de discos, umha fonte-farol, as escaleiras, um chao irregular, a roupa tendida e, desta volta, anos depois, é possível atopar também um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/almedina.gif' alt='' /></p>
	<p>Em Coimbra, em passando polo Arco da Almedina (embaixo umha tenda pequena a vender postais e livros velhos) há que encetar a rua Quebracostas e atopar alí de volta o céu, umha tenda de discos, umha fonte-farol, as escaleiras, um chao irregular, a roupa tendida e, desta volta, anos depois, é possível atopar também um bocado de recordos pontuais colados a umha casa concreta.<br />
Agora mesmo gostava de dar lá um passeio e testar as costas subindo lastros arriba, ver o que deixárom os anos e as lembranças num.
</p>
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		<title>Turrar dos pulmões</title>
		<link>http://trapobana.blogsome.com/2008/06/29/turrar-dos-pulmoes/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 19:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Na ilha</category>
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		<description><![CDATA[	De jeito semelhante, outras vezes a sensaçom é de que algo turra para baixo do diafragma, a me querer ampliar os pulmões ao ponto de que o ar nom dá para os encher
como se quigesse dizer esse sentirque medrei dalgum jeito de mais, que nom se ajeita já a sensaçom de buraco de toda a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://trapobana.blogsome.com/2007/11/16/os-portos-que-nom-caminhei/">De jeito semelhante</a>, <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=1178241524979324397&#038;q=veneno+%22kiko+veneno%22&#038;ei=P-JnSOzOCJOOiwK36dnvBQ&#038;hl=pt-BR">outras vezes</a> a sensaçom é de que algo turra para baixo do diafragma, a me querer ampliar os pulmões ao ponto de que o ar nom dá para os encher<br />
como se quigesse dizer esse sentirque medrei dalgum jeito de mais, que nom se ajeita já a sensaçom de buraco de toda a vida, que ando a estirar no tempo<br />
que é o tempo que me tira o ar.
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Anos de goma</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 14:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Na ilha</category>
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		<description><![CDATA[	Agora aqueles anos arrecendem a algum jeito de borracha que nom empregávamos para apagar erros nos apontamentos descuidados. A subir e baixar o campus no meio da chúvia, a buscar os bares na anoitecida, pulando por ir além e que a vida fosse algo mais. Dava-lhe um tom de outono a aula a tudo, achegava-lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Agora aqueles anos arrecendem a algum jeito de borracha que nom empregávamos para apagar erros nos apontamentos descuidados. A subir e baixar o campus no meio da chúvia, a buscar os bares na anoitecida, pulando por ir além e que a vida fosse algo mais. Dava-lhe um tom de outono a aula a tudo, achegava-lhe naftalina à realidade que também se vivia como se fosse digno objecto de estudo. Agora a lembrança arrecende a borracha. Daquela era-o tudo.
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bin Kabina</title>
		<link>http://trapobana.blogsome.com/2008/06/19/bin-kabina/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 14:38:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>São Tomé</dc:creator>
		
	<category>Na ilha</category>
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		<description><![CDATA[	 
Topei o outro dia esta imagem num livro sobre viagens. A surpressa foi me decatar de que conhecia os seus protagonistas.
Lá está no primeiro plano Bin Kabina, o companheiro  de Thesiger a cruzar o deserto do sul de Arabia, desde o único ponto da península onde toca o monzom. Bandoleiro, violento, fiel, amante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://www.booksarabia.com/library/default.asp?articlecode=ART00679"><img src='/images/binkabina.gif' alt='' /> </a><br />
Topei o outro dia esta imagem num livro sobre viagens. A surpressa foi me decatar de que conhecia os seus protagonistas.<br />
Lá está no primeiro plano Bin Kabina, <a href="http://www.guardian.co.uk/uk/2003/aug/31/books.military">o companheiro </a> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wilfred_Thesiger">Thesiger</a> a cruzar o deserto do sul de Arabia, desde o único ponto da península onde toca o monzom. Bandoleiro, violento, fiel, amante e pai de família.<br />
Um personagem que me acompanhou também na leitura e que estranhamente reconheço também coma um amigo velho ao ver de novo onde nom se agardava. Quê seria dele? Quê lembranças daquelas noites lhes transmitiria aos filhos? Quê outras aventuras e em quê jeito as havia contar?</p>
]]></content:encoded>
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