Voltei (a Teruel, como quem di)
August 26, 2008
Retorno
July 23, 2008
A dor de outono
Tenho o outono inteiro na dor da boneca. Estám na articulaçom inchada as folhas todas, as tardes frias, a chúvia a cair constante e arrefria o corpo tudo ai concentradas.
É essa sensaçom aguda da estaçom inteira a que se me refugiou, agochada do verao dentro do ponto do corpo, a rachar fronteiras de meses (icronoclasta).
E agora agardo a fim da dor
a temer que finalmente eclosione coma um ovo e saia de mim o frio tudo no meio deste verao.
July 6, 2008
Catarse!!
July 4, 2008
Quebracostas

Em Coimbra, em passando polo Arco da Almedina (embaixo umha tenda pequena a vender postais e livros velhos) há que encetar a rua Quebracostas e atopar alí de volta o céu, umha tenda de discos, umha fonte-farol, as escaleiras, um chao irregular, a roupa tendida e, desta volta, anos depois, é possível atopar também um bocado de recordos pontuais colados a umha casa concreta.
Agora mesmo gostava de dar lá um passeio e testar as costas subindo lastros arriba, ver o que deixárom os anos e as lembranças num.
May 29, 2008
Sacrilégio
Algo há de sacrílego em aserrar as rochas
nas que bate o mar.
May 19, 2008
Joguetes rotos
Atopo pola rua anacos de joguetes. Ontem era a aza dum dragom verde. Esta manhá duas rodas dum carro.
É como se dalgum jeito me convidasse a cidade a os ir apanhando todos, para argalhar algum estranho híbrido de répti, camiom, balom pinchado e quêm sabe quê mais, e jogar com calma baixo a chúvia.
May 14, 2008
Mentres cai a néboa
Enquanto cai a néboa sobre Los Ángeles
olho chover pola janela desde a mesa de trabalho.
Dalgum jeito a imagem é inédita (a luz, os anos, o tom dos olhos cansos, a dor pequena na tempa, os pes levemente frios)
e lembra-me mais umha vez
que é boa cousa pôr os Beatles enquanto se estuda.
(don’t be long
or I may be asleep)
May 7, 2008
Achtung: Andorinhas!
Detectadas desde a passada segunda nos nossos ceus.
É recomendado deitar-se no chao, agochar a cabeça, manter-se calmo
e tentar superar os chios, os ataques, a presom da primavera a bater desde o interior do corpo.
April 28, 2008
Curmao
Foi o meu curmao pescar ao rio. Acho que gosta, como tantos, da calma do contorno.
É ben certo que, no lugar da cana, prefere bater na água co pau e, imagino, atopa a trascendência no ritmo, no fluír e no contínuo voltar da água à sua forma original.
Eu, pola minha banda, algo atopo também ao olhar ao meu curmao.
March 13, 2008
Ser forte nas noites de inverno
Y me hacen ser fuerte durante las noches de invierno,
y me dan calor y electricidad y resolución

