
A chuva da rua está cá no interior, doe na mao, achega umha tritura velha e molhada.
Somos um agora em corpo e água.
Embora sempre agocho anacos de sol na ponta dos dedos, debaixo do cabelo, nas axilas ou nos recantos de detrás dos joenlhos, ando anuvado e nom os dou prendido ajeitadamente.
É assim que nesta altura, cheio o corpo de humidade, ando meio por fora
e nom podo evitar, como é habitual nestes casos, atopar nesse contorno estranho
lembranças fragmentárias, paisagens antigas
nos que nom faltas
nem estás de mais.

