
Abonda já. Há que crebar um pau, ligar para o sol, botar a vida à erva. Que lá vai a primavera e nom a conhecémos, ficamos todos molhados (já para sempre) em Compostela.
Há que se conjurar: combinemos nos parques molhados, enchamos as terraças coma se fosse certo, vaiamos de camissola e sandálias tomar com gelo os cafés todos, olhemos para o céu coma se nom estivesse coberto.
E agardemos que já por fim assim chegue a primavera perdida e nos tolee de bom jeito,
que o verám nom chega ainda a sonho
e temos já o Norte orfo das ledízias simples
dos pés descalços .

