Contraturas, artrites, insónios estranhos, erros. Fago por os encarar coma se fossem dores do parto.
Atopo, no bordo dos olhos incongruências na paisagem. Piscam as luzes, esvaem-se os braços da lámpada se olho para o centro tempo abondo. Abanea algo no ar perto do chao do banho.
Albisco a possibilidade de que haja buracos na realidade, de que seja possível turrar por eles para derrubar o conjunto e achar, por fim a tramoia da vida. Outra cousa será sermos capazes de manexar os mil fios que agora olhamos coma casualidades.
Atopo ecos de mim mesmo em todas as paisagens e as canções, no jeito de estar, nos anos e nas ausências.
Há, como corresponde à época, cousas que querem sair, e dam em provocar moléstias. Mercar, mudar, arrincar, ler, demorar, olhar, ver mais gente, outra gente, refazer anacos de vida que nom tinham mal nengum ata o de agora.
Deixo-me levar.
Erro, racho, lixo e trabuco-me.
Actuo como jeito de único de me ir achegando ao que tenha que ser, com curiossidade por como me hei reconhecer logo de tudo.

