Ao baixar pola minha velha rua olho os lixos, as plantas que medram ridículas entre os passeios e os muros da casas assolagados polo sol, coma tantas outras tarde. Mas há algo estranho nos estómago e na cabeça, umha certa dúvida de que sejam exactamente os mesmos, o medo a ter perdido no inconsciente momentos cruziais no agromar das sementes dos telhados, de nom ter visto, coma aquela manhá, o jardim de garrafas de mil cores onda o contentor.
Enfiando polas Hortas, atopo-me ao carom da primavera coma em sítio nengum da cidade, e penso até que ponto me afastei desses ritmos. Cá está a figueira, a cerdeira pequena, as estrugas e as ervas que medram sen controlo nengum entre corta e corta baixo o sol. E nom estivem nas mudanças.
A sensaçom é quase de vertigem, mas sei que ainda é cedo. Que um dia qualquer, em baixando as escaleiras desde o obradoiro, há vir a rua empurrada polo sol da tarde e me há dar nos focinhos com toda a força. E me há fazer chorar, ou deixará-me parado no meio e meio, atoutado pola açouta.

