Ainda nom exiliado, mas aos poucos alheando-me. Hortas fica agora trás do horizonte, e já som sem dereito de me proclamar cidadám da tal pequena república de gatos e de plantas nos telhados.
Sonhei esta noite que baixava pola rua a voar baixo, a rentes do chao. Lá no fundo ficava a tenda dos pais.
De qualquer jeito ainda nom me ponho triste. A velocidade da vida, sempre a piques de descarrilar, dá-me inércia abondo para me recrear no novo, fechar os olhos, ficar no vento que zoa cá no alto.
Fecho portas pois, tiro lixo, evito parar por se acaso e sumo às costas.
Mas lá fórom esses anos, que soubem sempre que havia achar de menos.

