Trapobana nom é que nom a haja, o que se passa é que é navegante, e hoje está cá e manhá acolá...
Álvaro Cunqueiro Si o vello Sinbad volvese ás illas

January 15, 2009

Hortas por trás do horizonte [Da propriedade dos lugares] — São Tomé @ 10:25 am

Ainda nom exiliado, mas aos poucos alheando-me. Hortas fica agora trás do horizonte, e já som sem dereito de me proclamar cidadám da tal pequena república de gatos e de plantas nos telhados.
Sonhei esta noite que baixava pola rua a voar baixo, a rentes do chao. Lá no fundo ficava a tenda dos pais.
De qualquer jeito ainda nom me ponho triste. A velocidade da vida, sempre a piques de descarrilar, dá-me inércia abondo para me recrear no novo, fechar os olhos, ficar no vento que zoa cá no alto.
Fecho portas pois, tiro lixo, evito parar por se acaso e sumo às costas.

Mas lá fórom esses anos, que soubem sempre que havia achar de menos.

January 9, 2009

Despedida nos sonhos [Na ilha] — São Tomé @ 3:43 pm

Já me passara noutra ocasom, com outra pessoa. Desta volta sonho que vai marchar o Jandro, e ponho-me triste. Corro por chegar a algum lugar no que poderei despedi-lo, e dedico-me a pensar como será a vida em Compostela na sua ausência. Onde irám os jantares, os cafés, as noites cum licor café no Malas, as conversas.
Afinal, nem sei se chego à despedida. Esperto e decato-me que já foi, já vai embora, vivo na que foi a sua casa, e tem que vir desde o sonho a ecoar-me a tristura que nom me deixei ter ou para a que nom tivem tempo na vigília.

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