E de quem som quando chove as rotas sinalizadas do monte? para quem ficam os parques nas noites de trebom? quem joga nos colúmpios? quem assiste baixo os lóstregos a olhar como cae a fervença do Jalhas? Quanto espaço deixamos abandonado quando roge o tempo e compre refúgio. Para quém fica quando nós nom estamos?
Lugares para o bom tempo, colhem sentido apenas com o sol com nós.
September 29, 2008
Os espaços da chuva
September 22, 2008
A cançom do sonho
Estranhamente umha cançom que meio escuito umha única vez (poida que duas) na rádio cola-se-me num sonho e dá-lhe um ar a ela mesma. Festa universitária, conversas com raparigas cándidas, espertar sentindo-se alheio a um mundo que sabiamos estava feito para o anhorar.
September 8, 2008
A mesma chuva
… e depois de eu morto também virá esta mesma chuva que anúncia o outono, o chaparrom que se fai sentir coma primeiro. Embora seja quase verao, embora nom coincida o tempo, embora haja folhas nas árvores e raparigas nas ruas. Há vir e molhar e erguer o pó e chamar-nos a todos para dentro das casas, que já lá imos, já fórom os dias longos, o calor, toca já apertar-se de noite.

