Trapobana nom é que nom a haja, o que se passa é que é navegante, e hoje está cá e manhá acolá...
Álvaro Cunqueiro Si o vello Sinbad volvese ás illas

September 29, 2008

Os espaços da chuva [Da propriedade dos lugares] — São Tomé @ 1:10 pm

E de quem som quando chove as rotas sinalizadas do monte? para quem ficam os parques nas noites de trebom? quem joga nos colúmpios? quem assiste baixo os lóstregos a olhar como cae a fervença do Jalhas? Quanto espaço deixamos abandonado quando roge o tempo e compre refúgio. Para quém fica quando nós nom estamos?
Lugares para o bom tempo, colhem sentido apenas com o sol com nós.

September 22, 2008

A cançom do sonho [Acotações] — São Tomé @ 10:46 am

Estranhamente umha cançom que meio escuito umha única vez (poida que duas) na rádio cola-se-me num sonho e dá-lhe um ar a ela mesma. Festa universitária, conversas com raparigas cándidas, espertar sentindo-se alheio a um mundo que sabiamos estava feito para o anhorar.

September 8, 2008

A mesma chuva [Na ilha, Acotações] — São Tomé @ 12:35 pm

… e depois de eu morto também virá esta mesma chuva que anúncia o outono, o chaparrom que se fai sentir coma primeiro. Embora seja quase verao, embora nom coincida o tempo, embora haja folhas nas árvores e raparigas nas ruas. Há vir e molhar e erguer o pó e chamar-nos a todos para dentro das casas, que já lá imos, já fórom os dias longos, o calor, toca já apertar-se de noite.

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