Foi o meu curmao pescar ao rio. Acho que gosta, como tantos, da calma do contorno.
É ben certo que, no lugar da cana, prefere bater na água co pau e, imagino, atopa a trascendência no ritmo, no fluír e no contínuo voltar da água à sua forma original.
Eu, pola minha banda, algo atopo também ao olhar ao meu curmao.
Além das raparigas polas ruas, das flores da maçairas, do café com gelo, de andar em camissola,
o sol que volta aos meus livros
apresenta-se coma síntoma inequívoco de primavera.
O atopar-me a olhá-lo
supom um eco de vagar
que chega desde há anos
à mesma parede, ao mesmo andel, aos mesmos olhos, às mesmas curvas cerebrais.
No meio e meio da imensa maré de rostos múltiplos, de fatos múltiplos, de cores e de vozes, de policonsumismos e refúgios, batido polo rebúmbio
aparece
de socato
umha estranha serenidade.
O caminho luminosso e revirado amosa-se instantáneo polo meio dos corpos.
Podo avançar em silêncio, rodeá-los sem tropezar, seguir a via exacta sem que importe onde vou, completo em mim mesmo no espaço baleiro.