Lá nos teus sonhos anda um mundo de animais pequenos.
Agora somam-se cabalos de mar que galopam aos nossos pés quando água nos chega aos joenlhos. Antes eram as vacas que nos comiam as ervas dos telhados (agora virá a sua época, quando medram essas flores).
E dou para albiscar dragões de ombreiro, elefantes coma cadelos, rinocerontes-rato que joguem com Fiona.
Mas es tu afinal a que achegas os novos pequenos, as paisaxes diminutas nas que se movem e vivem e se deixam acarinhar.
February 21, 2008
Animais pequenos
February 19, 2008
Porto de mar
Às vezes, sentado à beira da fiestra que dá ao precipício detrás do obradoiro, surprendem-me as gaivotas. Nom as havia quando eu cheguei à cidade. Vinhérom pouco depois, quando descobrerom o lago do auditório e mais o do Monte do Goço coma bases privilegiadas. E cá as estám, a outorgar-lhe cos seus chios à cidade um aquel de porto de mar.
Coma se a catedral puidesse, por acaso, dar a um horizonte de água e fosse possível a chegada dum veleiro, a descarga, a festa nos bares portuários, as gruas enferruxadas, os desperdícios pequenos, um vento salgado a nos despeitear ou o sítio ao que irmos olhar o solpor e fumar um cigarro no verao, como agora imos à Quintana e olhamos os nenos a jogar e a gente desde as escaleiras.
February 7, 2008
Coincidência
Este ano, a marmota saiu ao tempo que o urso de Salcedo, os chinesses celebrárom o ano novo e no Brasil dançava-se por Iemanjá.
Ignoro completamente se isto tudo quer dizer algo para além do ser ano bisesto, pero qualquera diria que sim…


