Trapobana nom é que nom a haja, o que se passa é que é navegante, e hoje está cá e manhá acolá...
Álvaro Cunqueiro Si o vello Sinbad volvese ás illas

November 16, 2007

Os portos que nom caminhei [Na ilha] — São Tomé @ 7:08 pm

Quiçais por última vez, cantamos blues, fazemos a nossa homenagem a Jethro Tull, soa-nos de volta Leonard Cohen… Polo meio mergulho-me nas letras, esculco e aprendo mais umha vez Wicked Game ou The Man Who Sold the World.

Mas é Down to the waterline a que me apanha e me mete a mao no peito.

Lá dentro faz um varrido de direita a esquerda e tira-me de dentro um anaco, quiçais do tamanho dumha caixa de cha (das metálicas, onde gardamos as fotos da família).
Decato-me de que o oco que resta é o que fum enchendo desde os doze anos. E que entra por el um ar que arrefria o coraçom.
Afinal, continuo lá sem esses tempos, reduzido e mais pequeno
a achar de menos experiências que nunca vim, os peiraos que nom caminhei, e aqueles bicos
no jeito puro e tam intenso que só daquela sabia.

Tal e como achava de menos os mundos todo impossíveis.

Meu companheiro pequeno. Ainda estou. Lá dentro. Nom deixámos de ser nós.

2 Comments »

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  1. Belido post, moito.
    Saúdos navegante

    Comment by Anna — November 23, 2007 @ 1:12 am

  2. Conas, umha ledízia ter novas dos universos paralelos! A ver se um dia atopamos outro buraco de verme para nos ver de volta, minha senhora!
    Abraço.

    Comment by São Tomé — November 23, 2007 @ 10:17 am

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