A história do país inteiro que aguarda a chegada do barco, enorme, no que boa parte dos seus homens marcharam pescar, comerciar e explorar. Nave única da flota, imensa, botava fora meio ano e voltava carregada de peixes, de mercadorias, de raparigos que se figeram homens e de perdas inevitáveis vencelhadas à aventura.
Também vinham lá cousas que haviam marcar os futuros de todo o país.
As novas amizades increvantáveis, os concertos matrimoniais, os enfados entre famílias polos conflitos de a bordo, as novas fortunas e as ruínas recentes. As maldições dos objectos novos. Os remorsos dos roubos e as violações de honrados homens de negócios. As pantasmas dos assassinados.
Rematavam naquel tempo as aguardas, as solteirias parciais, as inquedanças, e começavam ao tempo as festas e os prantos.
Afinal, todo aquel país pequeno, rotava arredor desse barco, e cada inverno somavam-se histórias novas aos velhos mitos da navegações, enquanto, religiosamente, se cuidava o barco para a seguinte partida.


Perdoa-me por no escrever em Galego…
Navegando pelos blogs, vi o Trapobana. De primeira, o idioma foi algo familiar e ao mesmo tempo diferente, Fascinante. Custou-me atinar que era Galego. Como lusfono do Brasil, esforando-me um pouco posso entender os textos, que continuarei a ler sempre que tiver tempo.
Fica aqui minha adimirao.
Comment by Cymimura — September 10, 2007 @ 5:21 pm
Obrigadom pola vissita. Se estás interessado polo galego, podes achar mais informaçom por acô: http://www.agal-gz.org/
A cousa é bem mais complicada do que devia!
Abraços.
Comment by São Tomé — September 11, 2007 @ 5:30 pm