Trapobana nom é que nom a haja, o que se passa é que é navegante, e hoje está cá e manhá acolá...
Álvaro Cunqueiro Si o vello Sinbad volvese ás illas

April 9, 2007

Marcas na rua [Da propriedade dos lugares] — São Tomé @ 11:42 am

Caminho por umha rua que ficou no seu momento associada a determinada rapariga.
A conexom é mínima: umha amiga combinara lá para um café com ela e ofertou-me acompanhá-la. Nom fum. Ignoro mesmo qual era a cafetaria exacta, mas fica dela aquel espaço tudo. Quantos outros espaços nom ficarám também marcados na ignoráncia.
Os mais insospeitados recantos achegam a memória de momentos aparentemente intranscendentes com a gente mais curiosa. A rua no campus onda o Sanatório é cousa de Max e do seu AX. O Pepa quedou-lhe a Maria um dia de jersei novo. Diante da comisaria habita sempre Jandro. E Jocas ainda no final da minha própria rua. O banco das Hortas só pode ser, a cada caminho, de Ester e de Fiona.

No caminho, penso se nom ficarám marcados, entre todos eles aqueles espaços, alguns nos que se desenvolvérom feitos decissivos que nem sabemos. Teria mudado a minha vida aquel café? Reclama aquel nom-intre a sua importáncia com essa reverberaçom no tempo?
Avançamos cegos aos remuinhos que nos podem convocar, apena caemos num de cada cento, e ainda assim nem sempre deixamos que nos mude muito o rumbo.

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