Há dous dias dim-me de conta de novo. Há já muitos meses que me decato, nos arredores da lua, de que tenho o dorso mas maus cheios de rabunhaduras, algumha queimadura pequena, cortes accidentais.
Nom sei bem de onde saem. Sei nos momentos concretos em que as fago ao cortar cebola, ao apanhar mal um fólio, ao dar contra o canto dumha das portas da cozinha.
Logo esqueço-o até que um dia olho para elas e decato-me de que se me acumulárom quatro ou cinco, repartidas pola mau. Também mo lembram o vinagre, o zume de limom, o xabrom.
Depois vam passando aos poucos, e quando já estám quase cicatriçados (como agora mesmo) tomam um pequeno descanso e voltam bater contra as cousas.
Será um substituto inconsciente das minhas enfermidades preguiceiras. Um sacrifício mínimo de sangue mensal. Mais um jeito somático de me castigar sem sabê-lo por sabe Deus quê pecados, quê malestares que nom conheço.

