Aos poucos, como era de prever, a mai vai-se desembaraçando dos fios que a atavam à sua rota e aos seus costumes. Agarrada ainda à casa e aos seus labores coma base de operações, vai medrando a área de domínio.
“Tenho gana de caminhar soa, sem ninguém, que nom me contem nada, caminhar para adiante e via, já escuitei gente abondo”.
E nom lhe falta razom. Ainda virám depois os outros passatempos para além dos passeios, e voltarám os livros e iram-se instalando as rotinas de ócio.
Polo de agora, gosto de pensá-la a caminhar com fúria entre os pradairos e o rio, a minha mesma velha rota.
Ainda é maravilha o tempo livre para ela, como nom.
September 21, 2005
Caminhar sozinha
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